quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Guarda teu pranto, criança,
pois as almas desistiram.
Recordas o que outrora
chamávamos de sonhos?
Ali, abrigávamos a esperança,
quando a mesma ainda existia.
Quem os tirou de nós?
Não queria esse destino para ti
Mas o mundo jamais compreendeu
Creio que seja duro demais
confrontar a realidade crua.
Os corpos que transitam,
as crianças sem nome na rua.
Os outros, poucos, espantados,
com a musa humilhada e nua.
Teu pranto não os alcança.

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